sexta-feira, 13 de março de 2009

LAVAGEM CEREBRAL

Reportagem publicada na revista SUPER INTERESSANTE na edição de março. Sei que o texto é extenso, mas a vale a pena ser lido.
Qualquer semelhança com o que vivemos atualmente NÃO é mera coincidência.

LAVAGEM CEREBRAL
Ela é usada por militares, políticos, religiosos e gente querendo sua grana. Saiba como ela funciona e aprenda a blindar sua mente

Em 1974, Patty Heasrt, herdeira de um império de comunicação, morava na Califórnia, cursava faculdade e preparava seu casamento. Até que, numa bela noite, a patricinha foi sequestrada por um grupo paramilitar esquerdista chamado Exército Simbiônes de Libertação e dois meses depois reapareceu, armada com um rifle e uniformizada, assaltando um banco ao lado do bando. Durante um ano e meio, participou de varias ações. (...) Ninguém entendeu nada: o que transformou aquela garota rica de 19 anos em uma guerrilheira urbana? Quando foi capturada pela polícia, Patty explicou: tinha sido submetida a uma lavagem cerebral. Foram 57 dias trancada em um armário, sofrendo maus-tratos físicos e psicológicos. Teve muita gente que duvidou da explicação, achando que se tratava de desculpa esfarrapada. Mas, por outro lado, o que explicaria uma mudança tão radical? Apesar de não existir consenso sobre até que ponto é possível substituir convicções e comportamentos, não faltam estudos sobre o prcesso de LAVAGEM CEREBRAL. (...)
O que se sabe é que nesse processo, seja qual for a estratégia, é essencial o elemento surpresa. Isso porque somos programados para reagir imediatamente a estímulos intensos, ou seja, se alguém quiser provocar novas crenças e comportamentos em alguém, precisa criar situações que exijam reações automáticas, pois nelas o processo consciente é desativado.

NÃO É FORÇA, É JEITO

Existem duas maneiras de deixar o sujeito estressado, frágil, cansado e, consequentemente, mais aberto a novas ideias. A primeira é a lavagem cerebral forçada, alcançada com tortura, privações de sono e jejum. O segundo método, mais comum, é o induzido, em que a vítima é envolvida num “intensivão”. Pessoas que se dizem manipuladas por igreja e cultos religiosos descrevem um programa intenso de atividades, palestras, celebrações e tarefas como distribuir panfletos, limpar o chão, fazer comida. Imersa nessa rotina, que geralmente prevê poucas horas de sono, a vítima fica tão cansada que literalmente não tem tempo para pensar sobre o que está acontecendo. É a mesma técnica, por exemplo, daquele vendedor tagarela que o deixa confuso e faz com que você compre uma coisa de que não precisa, só pra se livrar do chato.
“Quando algo provoca uma reação emocional, o cérebro se mobiliza para lidar com ela, destinando poucos recursos a reflexões”, explica Kathleen Taylor da Universidade Oxford. Por isso que se diz que a idéia é “engatada” à sensação: sempre que aquele assunto vier a tona, a sensação vem a reboque, num processo conhecido como reflexo condicionado.
É o que acontece em um culto daqueles intensos em que a pessoa dança, canta, grita, inunda o corpo de endorfina. Inconscientemente, a sensação de bem-estar passa a ser associada àquela religião. O processo começa leve, quase recreativo, e vai aumentado de intensidade. No fim, o individuo está convertido e dependente. Para quem está observando de fora, parece que essas pessoas estão felizes. Acontece que, na verdade, elas são orientadas a sorrir o tempo todo. A pessoa envolvida com esse tipo de grupo se vê aos poucos dominada por medos paralisantes que chegam ao ponto de impedir que ela questione a situação. Os cultos de controle da mente passam a seus membros a sensação de que, se eles saírem do grupo, coisas horríveis acontecerão. Conquistado, o “cerebralmente lavado” se torna cada vez mais envolvido e dependente. Alem disso, ainda há uma hierarquia rígida à qual o sujeito deve se submeter: são criados modos uniformizados de agir e pensar, desenvolvidos para parecer espontâneos. A vitima é convencida da autoridade absoluta e do caráter especial – as, vezes, sobrenatural – do líder. (...)

MENTE BLINDADA

Para a escritora Kathleen Taylor, a principal arma para evitar manipulações é, basicamente, “parar e pensar nas coisas”. Sem se deixar levar pela afobação, fica fácil resistir tanto ao discurso nacionalista de um político quanto ao papo emocional de um pregador religioso. Outro ponto importante é não subestimar a influência que o meio e a autoridade podem ter sobre nós. A necessidade de ser aceito em um grupo leva muitas vezes ao “efeito – rebanho”, isto é “maria- vai – com – as - outras”. Desenvolver criatividade, pensar sobre a vida, questionar o que é escutado e lido, aprender coisas novas, estudar relações entre assuntos aparentemente não relacionados, tudo isso deixa o cérebro mais resistente à manipulação. (...)
O importante é saber que nossa mente não está pronta e acabada, mas permanentemente em obras. Entender que somos influenciáveis e que nossa identidade é mutante nos torna mais espertos para avaliar uma tentativa de persuasão.

Como já disse Raul: “Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante...” e o Mestre, de forma muito contundente e atual: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.”

quarta-feira, 11 de março de 2009

APLAUDIR OU NÃO APLAUDIR? EIS A QUESTÃO


As pessoas só nos aplaudem por dois motivos: o primeiro, por que gostam do que fazemos e não vêem nossos defeitos. O outro é simples, direto e realista: querem nos agradar por que temos algo que lhes interessa. Desses dois tipos eu tenho medo. Tenho medo porque são cegos, ou vêem apenas o que querem ver ou, ainda, e que é pior, vêem o que não deveriam ver.
Eu prefiro os que rasgam as minhas vestes e se desnudam também, no intuito de mostrar a mim mesmo que eu sou e no afã de dizerem quem são. Gosto dos que, honestamente, (e essa é a única condição em que permito isso) põe o dedo na minha cara e dizem: - Você errou! Com esses, sim, está a verdade. Eu gosto dos que têm fome, já disse alguém numa canção. E eu concordo. Se alguém é muito aplaudido, se ouve sempre SIM, se lhe é afagado sempre o EGO, o seu fim será a devassidão, a loucura, a insensatez, certeza infundada e inatingível de querer dominar o mundo com suas verdades proclamadas. Ao que aplaude, seu despojo será reconhecer inevitavelmente a fraqueza do ídolo, a falibilidade do ídolo. Será o fim... Se alguém muito aplaude é porque não consegue pensar por si próprio, discernir, depende da emoção que vem do seu ídolo.
Desconfie de quem muito aplaude; desconfie de quem é muito aplaudido. Atrás desses é possível que não haja nenhuma razão de ser o que são, a não ser o enorme desejo de esconder do que eles não têm, isto é, NADA.
Fim do show!

sábado, 7 de março de 2009

PT RESSUSCITA FERNANDO COLLOR



O que se viu no Senado brasileiro, na semana passada, com a eleição do ex-presidente da República Fernando Collor para a presidência da Comissão de Infraestrutura daquela casa foi a mais pura falta de vergonha. Com apoio do presidente Lula - repita-se, do presidente Lula -, Collor chegou a um cargo para lá de estratégico.
Como presidente da comissão, ele encaminhará a tramitação das ações do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o projeto com o qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende alavancar a campanha presidencial de sua ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Lidará, portanto, com a liberação de muitas verbas. Muitas. Para usar uma metáfora cândida, é como colocar a raposa para tomar conta do galinheiro.
Mais uma. Collor disputava a posição com a senadora Ideli Salvatti, do PT - aquele partido ao qual, acreditava-se, pertencia Lula, antes que ficasse claro que seu único partido é ele próprio. Os senadores petistas não escondem a mágoa pelo fato de o Palácio do Planalto ter-se empenhado ativamente em favor de Collor, por intermédio do ministro da Coordenação Política, José Múcio Monteiro.
O senador Aloísio Mercadante, com um muxoxo, falou da formação de uma "aliança espúria". Reclamava da composição entre o governo, o PTB de Collor e Múcio e o PMDB de José Sarney e do ínclito Renan Calheiros. Pois é, senador, quem mandou salvar Calheiros, que tinha contas pessoais pagas por uma empreiteira, da cassação em 2007? Depois, convenhamos, o ex-presidente da República, impichado em 1992, é só mais um morto-vivo que o governo federal e seus parlamentares ajudaram a ressuscitar.
A eleição de Collor para a presidência da comissão é desdobramento da eleição de Sarney para a presidência do Senado. No toma-lá-dá-cá que rege a política nacional, Calheiros fez um acordo com o PTB: caso o partido apoiasse Sarney, ganharia a presidência de uma das comissões do Senado. O PTB, ao cobrar a fatura, indicou Collor. Calheiros adorou a idéia e trabalhou - se esse é o termo - com afinco redobrado para que o conterrâneo fosse eleito.
O PMDB tem, agora, a presidência do Senado, da Câmara dos Deputados, um PTB domesticadíssimo - e uma avenida pela frente. Quanto ao PT, só lhe resta sentar num tapete atrás da porta e reclamar baixinho, como naquela música cantada por Elis Regina. A vitória de Collor deixou um travo na garganta das excelências petistas - especialmente na diretamente derrotada Ideli Salvatti. Afinal de contas, ela sempre foi a mais destemida defensora do governo no Senado. Uma verdadeira pitbull do Planalto.

Texto extraído de: http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/pt-ressuscita-fernando-collor-425990.shtml

quinta-feira, 5 de março de 2009

“TODO O REINO DIVIDIDO CONTRA SI MESMO É DEVASTADO” Mt. 12:25


O que pode acontecer a um reino rebelado contra si? É certo que muitos dirão que ele se extinguirá. Mas, e se esse reino for composto, contraditoriamente, por aqueles que mais desejam que ele se expanda, o que acontecerá? Nenhuma relação suporta quando não há interesses comuns entre os pares, isso é óbvio. Mas, por esse tempo tenho visto – e lido – exemplos antagônicos que muito bem ilustram essa narrativa. Nos blogs que hospedo aqui (veja no lado direito), principalmente os religiosos, o que mais encontro são textos de líderes eclesiásticos combatendo outros líderes por conta de suas diferenças dogmáticas. É surpreendente a forma como eles se atacam, se engalfinham e se ameaçam, mais parece competição de vale-tudo, embora virtual. São trocas de ameaças e de busca por espaço que me faz questionar se o que ouvi nos púlpitos das igrejas que já freqüentei é realmente verdade. Mas isso não vem ao caso! O fato é que instituída está a luta campal por quem mais aparece, quem mais diz “verdades”, quem mais amealha ovelhas para o rebanho do Senhor...
Tive um professor de Sociologia que certa vez disse que no meio religioso, em especial o evangélico, caminha - se para uma situação de sincretismo. (Sincretismo: tendência de unificação de idéias ou doutrinas diversificadas e, por vezes, até inconciliáveis). Dizia ele que os donos das igrejas – foi nisso que se tornaram os “PR.” - dirão a mesma coisa, diferenciando – se apenas pelo modo com que vai ser dito ou proclamado o discurso. O professor estava certo: se assistirmos alguns programas religiosos desses tele - pregadores – de quem até Sílvio Santos tem medo pelo modo carismático como manipulam o auditório – veremos que, em termos gerais, o discurso é o mesmo: humanismo exacerbado, vitória sem fim, tudo isso, regado a promessas mirabolantes e amuletos sagrados que protegem e espantam o mau de quem os possui. O mais interessante é que estão conseguindo: as últimas pesquisas de senso mostram que o crescimento gospel tem sido impressionante; nunca se viu, como diria o presidente Lula, na história desse país uma procura tão grande por templos evangélicos e, por conseqüência, pela busca da benção. É um comércio louco e vence quem tem o melhor merchan. Mas, voltemos ao assunto principal: por que estariam eles querendo se devorar agora? Ora, outra característica de mercado: Os peixes grandes devoram os pequenos. O marxismo dizia que, ao final, das batalhas da concorrência surgiriam umas poucas empresas gigantescas, capazes de controlar quase toda a vida econômica e ditar, a seu bel-prazer, os preços e os salários. Enfim, a profecia se cumpre!
Talvez, haja muita discordância no que estou dizendo aqui com o que pensam alguns líderes religiosos, mas considere isso: acredito que existem homens sérios que ensinam coisas boas e corretas, mas o que mais se vê são os que querem lucrar com a fé de pobres e desprovidos, gente essa que não tem como se defender de quem tem o dom da "revelação da palavra".
No entanto, esperemos, ainda tem muita coisa para acontecer, o mercado gospel ainda dá o seus primeiros passos. A luta armada entre eles ainda virá, assistamos de camarote. Eu torço para que não morra ninguém...

quarta-feira, 4 de março de 2009

A verdade de alguns e a verdade de outros



O que me garante afirmar que o que digo e penso é verdade? A resposta é NADA! Salvo apenas pelas experiências que tenho e que sustentam minha posição a respeito de determinado assunto, nada pode tornar – me (como a ninguém pode) detentor da VERDADE ABSOLUTA e INCONTESTÁVEL, mesmo que o que digo esteja baseado no que acredito e que julgue também como certo.
Isso, no entanto, não é motivo de desespero, ou razão para deixar de acreditar nos outros, na vida ou em mim mesmo. A questão é que cada um carrega sobre si o peso da sua própria “verdade”. Por exemplo: senhores engravatados (não falo apenas de políticos, falo também de pastores, juízes, burocratas), de sentados diante do seu computador, refrescados por um condicionador de ar e com um galão de água mineral num refrigerador jamais entenderão o sofrimento de pessoas que vivem nos rincões do Brasil e que sofrem pela falta d’água em seus municípios. Assim é por que essa é a verdade desse povo. Imaginar que há pessoas que nunca tomaram um banho de chuveiro, como noticiou o FANTÁSTICO do último domingo, dia 01 de março – e não é o fato em si, mas o que o causa – para mim, é inconcebível. Parece ser simples, mas não é!
É fácil emitir opinião (que, na maioria dos casos, é apenas falácia) quando não se conhece a dor que o OUTRO sente. E ai está outra palavrinha que nos acostumamos a desprezar, o OUTRO. O que será que ele tem a dizer? O que ele sente? Qual sua verdade? Culpam a correria das cidades grandes pelo fato de não ser mais possível parar para saber o que sente o vizinho do lado, ou qual seria sua opinião a respeito desse ou daquele assunto. Mas, penso que não é por isso: o mau que a contemporaneidade nos trouxe com mais vigor foi de achar que, porque sabemos muito sobre algo isso nos confere o direito de impor esse conhecimento como verdade absoluta. E a verdade do outro? E a vivência que ele tem? O conhecimento que ele possui? A minha verdade não é a verdade do outro. Essa sim é a VERDADE! Eu tenho visto, nesses tempos, o retorno implacável da força da intolerância, motivado pela cegueira de convicções pessoais e egoístas ou por ignorância de fatos que apenas o OUTRO pode valorar. Diante disso, reproduzo aqui a fala da Ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff – por quem não tem tenho simpatia, mas que me emocionou nessa situação: durante uma CPI para a qual foi convocada, o senador José Agripino Maia (DEM/RN) sugeriu que, por ter mentido no período em que esteve presa durante a ditadura, também poderia estar mentindo sobre o vazamento de dados que formaram o dossiê sobre os gastos de FHC. Ela respondeu: “Eu fui barbaramente torturada, senador. Qualquer pessoa que ousar falar a verdade para os torturadores, entrega os seus iguais. Eu me orgulho muito de ter mentido na tortura, senador.” Essa era a verdade dela, foi a vida dela!


E a minha? E a sua?

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

SENHOR JUIZ, PARE AGORA!





Sabe, tenho muitos amigos, ou melhor, muitas pessoas com quem convivo e no meio dessas, como não poderia ser diferente, percebo muitos comportamentos, ideias, soluções, resoluções. Cada um tem a sua maneira de ver as coisas e de ver os outros. Há também entre esses excelentíssimos juízes – amigos. Explico: “juízes – amigos” são aqueles que, a todo tempo, consideram equívocos o que fazemos na melhor das intenções. Para eles, qualquer atitude que nos deixe feliz, merece ser rechaçada pelo simples prazer (ou, desprazer) de não aceitar o que somos e o que fazemos. Para esses excelentíssimos, donos da verdade, o que importa é não ver sorriso em nosso rosto. É ofensa. Importa que sejamos amargos como eles são ou que, forçadamente, comunguemos da sua constante tristeza interior. Mas, percebo que aqueles que mais se empenham em julgar são exatamente os que mais têm a esconder, ou seja, são estes os que mais mereciam estar no banco dos réus. Quando alguém faz isso, concluo, é exatamente por não aceitar em si próprio o que admira no outro, age assim por não admitir o comportamento do outro, a liberdade do outro, a felicidade do outro. Tenho muitos dessa classe no meu circulo de convivência! No entanto, tenho aprendido: seus veredictos não passam de tentativa barata de frear o inevitável avanço de quem apenas quer ser feliz. Para eles, a fatídica ordem: Senhor juiz, pare agora!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

POEMA DE ANA CAROLINA





O CRISTO DE MADEIRA

Saiu da cadeia sem um puto
Sol na cara monstruoso
Ele é da alma "trip" dos malucos
Belo, mas nunca vaidoso

Um dia comparado a mil anos
Saiu lendo o evangelho
Vida e morte valem o mesmo tanto
Evolução do novo para o velho

Puxava seus cabelos desgrenhados
Vendo a vida assim fora da cela
Não quis ficar ali parado
Aguardando a sentinela

A vida parecia reticente
Sabia do futuro e do trabalho
Lembrou de sua mãe já falecida
Verdade era seu princípio falho

Pensando com rugas no rosto
Olhava a massa de cimento
A sensação da massa fresca
Transmitia às mãos o seu tormento

Trabalhava, ganhava quase nada
Fazendo frio ou calor
Difícil era quem aceitasse
Um cara que já matou

Se olhou como um assassino
No espelhinho da construção
O que viu foi sua cara de menino
Quando criança com seu irmão

Aonde anda seu irmão?
Em algum buraco pelo chão
Ou frequenta alguma igreja
Chamando a outros de irmãos

Sábios não ensinam mais
Refletiu sua sombra magra
Com o pouco que raciocina
Ele orava, ele orava

Mas o Cristo de madeira não lhe dizia nada
Mas o Cristo de madeira não lhe dizia nada
Mas o Cristo, brincadeira, não lhe dizia nada

domingo, 15 de fevereiro de 2009

SER MEIGO É BOM? VEJAMOS!




Policial se tranca com mulher casada, em viatura do Provida

Fotos: Gleyciano Rodrigues
30-Jan-2009

Um policial civil estaria sendo acusado de fazer sexo com uma mulher, no interior de um ônibus que serve de base móvel para o Provida, moradores do bairro Tancredo Neves acusam. A base teve as portas fechadas pelo agente Meiguison Sales da Silva, de 55 anos, que teria permanecido trancado lá por quase quatro horas, com a dona de casa Maria de Fátima Gurgel de Lima, de 31 anos.


Abatido, policial Meiguison ainda tenta chamar reforço

O casal foi flagrado pelo marido de Gurgel, Raimundo Nonato Cunha, de 47 anos, que acionou uma guarnição da Polícia Militar e participou do flagrante. Uma radiopatrulha da PM comandada tenente Deusdete se deslocou até a base do Provida . Após se recusar em abrir a viatura, um comunicado expresso do corregedor de polícia, delegado André Monteiro, foi decisivo: "tenente (Deusdete), ou ele sai por bem ou sai por mal". Conforme testemunhas, Meiguison Silva abriu a viatura afirmando que estaria registrando uma queixa para a dona de casa. A situação, no entanto, se complicou para o policial quando se verificou que o terminal de computador da unidade -- onde as queixas são registradas -- estava desligado. O agente ainda esboçou tentativa de ligar o terminal, mas a situação já estava sem jeito.De acordo com testemunhas do marido Raimundo Cunha, o policial estaria trancado com a sua mulher há pelo menos quatro horas. Um vizinho do esposo observou quando a sua mulher entrou na base do Provida e de lá não saiu mais durante todo esse tempo.


Marido traído arquitetou flagrante, chamando a polícia

Irritado com a situação, Cunha resolveu acionar a polícia e chamou a imprensa. O flagrante aconteceu por volta das 18h30. Abatido, Meiguison da Silva foi conduzindo o seu próprio veículo até a Delegacia de Flagrantes, da Polícia Civil, onde seria ouvido. Ele deve ser indiciado por dois crimes. O primeiro por desobediência à ordem de autoridades -- Artigo 195 do Código Penal -- e o segundo por prevaricação -- Artigo 319 -- quando o servidor não cumpre a real finalidade a que se propõe, neste caso a manutenção do Programa Provida.
Maria de Fátima Gurgel de Lima afirmou à imprensa que só ia lá -- no Provida -- para registrar uma ocorrência. "Eu ia para minha auto-escola, mas como hoje não teve, resolvi registrar uma queixa aqui no Provida", se defendeu.O comentário dela, no entanto, é repudiado pelo marido, que afirmou não ter explicação para registro de ocorrência, já que bem ao lado da casa deles existe um posto da Polícia da Família.
MEU COMENTÁRIO
Meiguison com sua meiguisse quiz passar a perna no Cunha. Coisas engraçada do nosso Acre. Só é lamentável por envolver um servidor público que deveria cuidar da nossa segurança que, a propóstio, não vai nem um pouco bem das pernas.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

...E O FOGO SE APAGA




Isso uma hora acaba acontecendo. Quando a gente se apaixona, tanta coisa passa pela nossa cabeça, menos a possibilidade de que aquele turbilhão de sentimentos, muitas vezes tão bons, pode acabar... Mas acaba. E quando isso acontece é ai que surge o Amor. Amar, digo sempre, é uma postura, porque quando acaba a paixão, o calor dela, sobra a escolha de ter ou não respeito por aquilo que se construiu com o (a) parceiro (a). E isso não tem preço. Isso é Amor. Amar vai além do que nosso enganoso coração pode sentir. Interesse, vontade, excitação, tesão, nada disso é Amor, embora todos esses requisitos também sejam básicos para o desenvolvimento deste.
Amar é, segundo o dicionário, ter dedicação ou devoção, prezar, preferir, escolher, praticar.
"Amo-te, é certo; adoro-te, confesso." (Humberto de Campos) Conclui-se: é atitude, é escolha, não apenas sentimento. O calor da paixão passa para que tenhamos a oportunidade de escolher se queremos ou não o rumo apresentado para nossa vida. Isso não é conformismo, é ação. Amar nem sempre é romântico, é realista. O certo, porém, é que todos podem passar por isso. Desejo sorte a quem está nessa dúvida. E aconselho: AME!






sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

VÍTOR

Agora eu vou olhar bem dentro dos seus olhos toda vez que você visitar o blog.
Procure algo dentro dos meus... O que você vê?

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

NÃO DESÇA DO SALTO!!


JAMAIS SE NIVELE POR BAIXO, AINDA QUE A SITUAÇÃO PAREÇA APONTAR PARA ESSE CAMINHO. NÃO É PRECISO DESCER AO INFERNO PARA FALAR COM O DIABO, ELE NÃO ESTÁ LÁ!

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

PRECONCEITO



Eu já havia falado sobre isso numa postagem anterior, mas, sinceramente, as coisas não mudam. Não que eu espere que um texto meu revolucione o mundo e mude a cabeça das pessoas, mas me assusto quando percebo que evoluímos tanto em tantos aspectos e estamos estagnados no trato com o OUTRO, isto é, no respeito pelo PRÓXIMO. Antes de expressar minha indginação, quero por aqui o trecho de um artigo escrito por João Silvério Trevisan pubilcado na revista G Magazine que trata também desse assunto. NÃO LEIA SE VOCÊ FOR FROUXO! Diz ele:


ESTAMOS DE SACO CHEIO, SENHOR JUIZ!

Mais de uma vez vi cena parecida, mas ela sempre me choca. Um bando de meninos de rua, deitados na calçada em frente à praça da República, gritava chacotas para três bichinhas que passavam tranquilas por ali. Minha pergunta é sempre a mesma: o que leva párias sociais a se sentirem superiores a uma pessoa só por ela ser supostamente homossexual? Por que alguém tão humilhado pela sociedade se sente no direito de humilhar pessoas homossexuais? Por que, não importa o que possamos ser, o fato de ostentarmos nossa homossexualidade faz de nós seres despreziveis aos nossos próprios párias? [...] O caso dos moleques de rua que faziam gozação às bichinhas não é isolado nem ocorre por estarem alijados das regras sociais. [...] Em agosto ultimo, a Revita Folha publicou uma materia sobre pesquisa na qual a grande maioria dos paulistanos entrevistados aprovava a presença de homossexuais em várias profissões, de presidente da república a jogador de futebol, passando por pastor evangélico a padre católico. No entanto, o teor da matéria está em total contradição com as ilustrações aberrantes veiculadas nela: cada profissão era ilustrada com um bonequinho desmunhecando de maneira acintosa. O ponto alto era um jogador afetadíssimo, com uma bunda imensa e peluda sentado em cima de uma bola. Na melhor da hipóteses, alguém desenhou e alguém publicou achando tudo uma brincadeira inocente, como se fosse ainda possivel não se dar conta de que um grande número de brasileiros estava sendo vítima de humilhação e chacota. Quando (sic) o juiz Manoel Maximiliano Junqueira Filho, em julho de 2008, mandou arquivar a queixa-crime apresentada pelo jogador Richaryson contra um cartola que o chamou de homossexual justificando que ele, o juiz, considera o futebol um “jogo viril, varonil, não homossexual ”. Senhor juiz, ser homossexual é um dos inúmeros componentes da personalidade e maneiras de ser – assim como se é branco ou negro, gordo ou magro, com uma profissao X ou Y. Por que o preconceito insite em tomar a parte do todo? Por que um homem que tem talento futebolístico não pode seguir essa profissão, ao preferir sexualmente outros homens? Em que sentido o que eu faço na cama irá interfirir na minha profissão? Que lógica existe nisso? Por que um homem perde sua virilidade se beijar outro homem, se gozar com ele, se der o cú pra ele? Cito Jean Genet, quando dizia que um homem que beija outro homem é homem ao duplo. Com base em que dado real alguém ainda pode pensar que que dar o cú leva a perder a virilidade? Será que o esfíncter que relaxa tem alguma conexão secreta com os músculos da munheca e torna a voz mais aguda? Não há nenhuma lista de caracteríscas obrigatórias que definem a masculinidade.” (...)


Ufa! É um tapa na cara. Quero adiantar que não estou levantando nenhuma bandeira colorida ou seja lá de que cor,nem me atendo a questões meramente sexuais, mas estou DE SACO CHEIO com tanto retrocesso mental e tanta mesquinharia religiosa e alienante espalhada por ai. Até quando vamos fechar o olhos para o fato óbivo de que somos diferentes o que, no entanto, não nos inviabiliza ou superiora diante uns dos outros. Ser crente, católico, macumbeiro ou ateu nada quer dizer quando olhamos de cima. De cima somos todos iguais, mas teimam em nivelarmos por baixo, fixando o olhar no que é ruim como isso fosse a coisa mais importante do mundo.
Ouvía outro dia que o meu Estado se converterá macissa e brevemente a uma determinada religiao. Deus nos livre disso! Se isso acontecer viveremos de novo a Idade das Trevas ou o tempo da Inquisição em que era proibido pensar, cogitar, dizer algo que fosse diferente de quem ditava o que era CERTO e ERRADO, sob pena de morte cruenta.
O preconceito é um tipo de assassinato doloso: ele esmaga pessoas e idéias sem sentir nenhuma compaixão. Eu me assusto com isso, espero que um dia acabe, vou continuar escrevendo sobre e CONTRA ele.
João Silvério Trevisan (Ribeirão Bonito, 23 de junho de 1944) é escritor, jornalista, dramaturgo, tradutor, cineasta e ativista GLBT brasileiro.

EU TAMBÉM SOU PROFESSOR


O quadro negro da educação escolar brasileira


A Revista Veja publicou, na semana passada, uma reportagem a respeito da educação brasileira baseada em pesquisa que encomendou à CNT/Sensus. De modo bem resumido: o resultado aponta que o ensino escolar brasileiro é aprovado por professores, pais e alunos tanto da escola pública quanto da privada.
Qual o problema de tal parecer de todos os envolvidos na questão do ensino escolar? É que o resultado das avaliações das quais o alunado brasileiro participa mostra que o conhecimento que eles têm é de baixo, bem baixo nível, comparado ao de alunos de outros países. Só como exemplo: o Brasil está em 52º lugar em ciências e em 53º em matemática em uma lista de 57 países. Isso quer dizer que os melhores alunos brasileiros ficam nas últimas colocações em tais avaliações.
O que os pais podem fazer para ajudar a melhorar esse quadro? Em primeiro lugar, cobrar da escola que seus filhos freqüentam que esta ensine aos seus alunos - e exija a realização diária - os requisitos necessários ao trabalho intelectual. Atenção, concentração, persistência, esforço são, entre outras características, aspectos importantes do aprendizado. Disciplina para e pelo trabalho é o que deve ocorrer na escola.
Quando entro em uma sala de aula e vejo alunos fazendo lições ou assistindo à aula balançando constantemente a carteira, brincando com o material desnecessário que carrega consigo, sentados de qualquer maneira e conversando freneticamente, constato que a disciplina para o trabalho intelectual não faz parte da exigência dos professores. E isso não se pode esperar que o aluno aprenda em casa porque é na escola que ele se inicia nessa função.
Outra coisa que chama muito minha atenção é que, quando o professor faz alguma pergunta a respeito do que está ensinando e os alunos respondem, os argumentos usados por eles são muitas vezes vazios de sentido, a linguagem é rasa e, mesmo assim, os professores aceitam o que os alunos dizem sem observação alguma.
Por outro lado, os pais precisam de distanciamento da escola para ter uma visão crítica do trabalho que ela realiza. Hoje, o mais comum é que os pais desenvolvam uma afetividade pela escola muito estimulada pela proximidade com os profissionais que lá trabalham, que os alunos aprendam a gostar dos professores e, assim, a submissão aos afetos compromete a visão crítica do que lá acontece.
Precisamos e podemos mudar, mesmo que vagarosamente, esse quadro. As novas gerações brasileiras merecem um ensino melhor, praticado com seriedade e o rigor que o conhecimento exige. A hora de brincar na escola é a hora do recreio. Durante as aulas, é hora de trabalho, trabalho e mais trabalho.
Como eu já disse, as crianças não são de cristal: elas agüentam, sim, aprender e estudar sem que o clima da sala de aula seja parecido com o do recreio.

Por Rosely Sayão em http://blogdaroselysayao.blog.uol.com.br/ em 26 de agosto de 2008

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

A INTERNET E O PODER DA CRÍTICA


Tenho lido muitos blogs, os que hospedo aqui e recomendo e outros que, vez por outra, amigos também blogueiros me indicam. Nessas leituras o que há de mais interessante não são os textos, embora alguns sejam primorosos e significativamente inteligentes, mas os comentários que inúmeros leitores fazem a eles. Isso significa que as pessoas estão aprendendo a criticar!
Durante muito tempo, aceitou-se passivamente tudo o que ocorria na religião, na política, nos meios de comunicação etc. As pessoas não se posiciovam – e aqui digo que não apenas para discordar – frente aos assuntos que mexiam com elas, principalmente os relacionados aos temas anteriormente citados. Agora não: o que se vê é um crescimento visceral de leitores, escritores e, mais importante, de críticos. A internet abriu porta jamais vistas antes no campo das comunicações e na expressão de idéias. Há bem pouco tempo, as noticias caiam na boca do povo e ganhavam expressão na rede. Hoje o caminho é inverso: parte daqui as maiores reflexões sobre os mais diversos assuntos e sobre o mundo que nos cerca. Por isso, às vezes, me detenho a ler mais os comentários, porque eles carregam um tom “subversivo” tão saudável que denota um caminho de desenvolvimento muito interessante para a comunicação, o de sermos participativos.
Espero que esses espaços cresçam e a cada dia as pessoas tenham mais acesso à virtualidade tão real que nos rodeia. Estamos no ano 2000!

YACONAWAS


Visitem o blog YACONAWAS, grupo de RAP (vou defini-lo assim porque acho que essa é a nossa maior expressão) do qual faço parte. Lá da pra conhecer um pouco da gente, ouvir algumas de nossas músicas, ver agenda de shows, falar conosco... Vale a pena! YACONAWAS: É a cara do ACRE de forma diferente. http://yaconawas.blogspot.com/

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

EU... EU MESMO...


Às vezes, tento não ser tão evidente, ou seja, não falar tanto, não transformar esse blog em algo tão pessoal, embora seja só meu e retrato das minhas reflexões. Mas, não dá! No fundo acho bom que seja assim, afinal um dia vou ler tudo isso e mesmo que não me lembre do que me motivou escrever, pensarei que tudo aqui teve uma causa, um motivo justo. Hoje estou reflexivo, crente até, mas principalmente, em PAZ.

A perda parece ser, na maioria dos casos, sinônimo de caos e desepero, mas tenho aprendido que toda situação díficil é uma oportunidade que a vida me dá pra eu me superar, pra eu aprender, pra eu me tornar melhor e maior. É como diz uma música que gosto de ouvir: A ESPERA NÃO PODE MATAR A ESPERANÇA, MINHAS LÁGRIMAS ELE ENXUGARÁ.".

Paz para todos!

AMIZADE





















Sentimento fiel de afeição, simpatia, ou pessoas que geralmente não são ligadas por laços de família ou por atração sexual
(Dicionário Aurélio, 3ª edição).

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

OLHAR


“A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo teu corpo terá luz; se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes são tais trevas!”
(Mateus 6:22,23 - tradução de Ferreira de Almeida)

domingo, 4 de janeiro de 2009

SILAS MALAFAIA




Por esses dias, assistí a um vídeo em que esse líder religioso combatia efusivamente a programação da Rede Record (link abaixo). Segundo ele, a emissora de TV não deveria exibir atrações com conteúdos para adultos, com violência, dentre outros. Abaixo do vídeo, algumas pessoas postaram comentários e em um deles se lía que eram sabias as palavras do pastor. Sábias palavras? É o sujo falando do mal lavado: a IGREJA UNIVERSAL DO REINO DE DEUS só está fazendo a mesma coisa que esse Silas Malafaia faz também, isto é, mudar de lado por interesses financeiros. Vejam só: a Record, financiada majoritariamente pelos fiéis da IURD, precisa dar uma resposta à altura do investimento que recebe e para isso vale tudo. Pornografia, homossexualismo e coisas afins - definidas como pelo pastor como desvios pecaminosos - sempre existiram, ver isso na televisão não é uma novidade. E eles estão certos, é isso que o povo quer ver, sempre quiz. Quanto ao Silas, combater o movimento G12 no passado era um negócio interessante. Hoje, o negócio é se juntar aos ricos apóstolos do movimento celular.
Mas o que isso tem a ver com o vídeo? Ao Silas cabe falar sobre o que lhe é interessante. Isso também é sabedoria. Aplaudamos! Mas, dizer que a IURD ou sei lá quem está errado não cabe. Quem ele é? Ele também se move de acordo com as ordens do deus Mamon. A pregação dele deveria ser no sentido de pedir aos fiéis que não contribuam com a disseminação da mentira e do roubo feita por pregadores como ele.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009