
Dessa vez não sabia que título dar à essa postagem. Eram tantos que resolvi parafrasear. Achei mais fácil porque esse assunto deu, dá e dará muito o que falar. Dar um título tornou-se muito dificil...
Pra começar, estou muito triste, consternado pra ser mais preciso. Ver jovens desgraçando suas vidas, seja por qual motivo for, é sempre lamentável. Mas... a vida continua. E a humanidade continua caminhando assim...
Pois mau, como todo mundo sabe, Eloá morreu. Morreu em circunstâncias tão confusas que é díficil, para nós, também mortais, tirarmos alguma conclusão. A invasão, os tiros, as suspeitas de tiros, tudo isso nos confunde e nos inqueita. O tempo trará todas as respostas.

Passado o auge da comoção, eis que surge um novo fato advindo dos que se seguiram durante toda a semana: o pai de Eloá - que não foi ao enterro da filha e que desapareceu das vistas da mídia - fazia parte de um grupo de extermínio na época em que morava no Nordeste. De acordo com reportagem do portal UOL "o Delegado Geral da Polícia Civil do Estado de Alagoas, Marcílio Barenco, confirmou na noite desta terça-feira (21) que Everaldo Pereira dos Santos é foragido da Justiça alagoana. Ex-cabo da Polícia Militar, Everaldo deixou a corporação em 1993 e, de acordo com o juiz da 9ª Vara Criminal, Geraldo Amorim, o mesmo tem uma ficha criminal vasta. Ele é considerado foragido e, se capturado, vai responder à ação penal."
Dizem que há males que vêm para o bem. Não sei se é esse o caso do pai de Eloá que, por ter sido filmado ao ter uma crise de hipertensão durante o cárcere da filha , foi reconhecido pela policia de Alagoas que já o procurava pelo cometimento de vários assassinatos. Na verdade, o que houve é que a morte bateu na porta de Everaldo duas vezes. A primeira, criminosamente, na década de 90 e agora, tragicamente, com a morte da jovem filha Eloá. A despeito de toda polêmica que esse novo fato trará a essa tragédia, consideremos que há males que vêm para bem. Esse é o caso das vidas salvas pela morte da filha de um assassino: a vida decidiu dar as caras ou resolveu afastar para longe a morte que, insistentemente, batia a porta de várias pessoas que agora estão sendo beneficiadas com os orgãos doados pela familia da garota. Não é cômico. É trágico! Everaldo tirou ou ajudou a tirar a vida de muitas pessoas e a Vida lhe surpreendeu trazendo-lhe o mesmo amargo sabor que outras famílias provaram. Por outro lado, o sorriso no rosto da senhora de 39 anos que recebeu o coração doado apaga todo ressentimento que possa surgir ao lembrar do som da explosão, de um jaleco sujo de sangue e de uma madrugada de sábado mórbita e triste. A verdade é que em todos os casos as palavras MORTE, FAMÍLIA, VIDA se cruzaram. Andaram de mãos dadas.