sábado, 11 de junho de 2011
PLC 122: SIM OU NÃO?
quinta-feira, 9 de junho de 2011
FILME "EU NÃO QUERO VOLTAR SOZINHO" É CENSURADO NO ACRE
Estou postando de um lugar onde não possível publicar o link do filme sobre o qual vou falar, mas recomendo que, antes de continuar a leitura, assista, no YouTube, o vídeo "Eu não quero voltar sozinho".
Hoje, o site AC 24 horas publicou uma matéria afirmando que "Eu não quero voltar sozinho", eleito melhor filme pelo Festival de Paulínia, foi CENSURADO numa escola em Rio Branco, capital do Acre. Isso aconteceu por que “a exibição foi levada ao conhecimento de líderes religiosos, que pressionaram políticos do estado para proibir não só a exibição do filme, mas ocasionar o cancelamento do Cine Educação. O projeto é realizado em diversos locais do país resultante de parceria da Cinemateca Brasileira, a consultoria Via Gutenberg e as secretarias estaduais.”
Confesso que estou com um nó na garganta. Mas, não é de tristeza, é de raiva.
“Este é o segundo episódio recente de um projeto educativo organizado, em parte, pelo governo, que é afetado por lobby de setores religiosos. No fim de maio, o Kit Anti-Homofobia, materiais impressos e em vídeo que seriam distribuídos a estudantes para orientar como lidar com a diferença e promover o debate em torno da sexualidade, foi cancelado por pressão da bancada evangélica no Congresso. À época, os deputados ameaçaram pressionar o já ameaçado ministro da Casa Civil Antonio Palocci, às voltas com suspeitas de enriquecimento ilícito, se o Kit Anti-Homofobia não fosse suspenso.”
Aogra, a cena se repete e o cenário escolhido é o ambiente onde a liberdade de expressão e a discussão sobre assuntos importantes como esse deveriam ocupar o palco central.
A nota enviada ao site pelo diretor Daniel Ribeiro e pela produtora Diana Almeida, diz tudo.
Dei destaque a algumas partes que merecem a devida atenção. Mas, não recebem...
“Queridos amigos e colegas,
No início da semana recebemos a notícia de que a exibição do curta Eu Não Quero Voltar Sozinho, como parte do programa Cine Educação, havia sido censurada no Acre.
O programa Cine Educação, uma parceria com a Mostra Latino-Americana de Cinema e Direitos Humanos, tem como objetivo "a formação do cidadão a partir da utilização do cinema no processo pedagógico interdisciplinar" e disponibiliza diversos filmes cujos temas englobem os direitos humanos, de modo que professores escolham quais são mais adequados para serem trabalhados em aula.
Na semana passada, no estado do Acre, uma professora escolheu o curta Eu Não Quero Voltar Sozinho e exibiu-o para seus alunos. Para aqueles que não conhecem, a trama narra a história de Leonardo, um adolescente cego que, ao logo do filme, vai se descobrindo apaixonado por um novo colega de sala.
Alunos presentes na exibição confundiram o curta metragem com o "kit anti-homofobia" e levaram a questão aos líderes religiosos, que mobilizaram políticos da região com o intuito de proibir o projeto Cine Educação como um todo. Nenhum desses representantes públicos deu-se ao trabalho de ir atrás da verdade e descobrir que se tratava de um programa pedagógico com o intuito de levar o debate sobre direitos humanos para a sala de aula. Mais uma vez no Brasil, a educação perde a batalha contra o poder assustador das bancadas religiosas e conservadoras.
Neste momento, o programa Cine Educação está paralisado. Enquanto isso, os secretários de Educação e de Direitos Humanos do Acre estão articulando com o governador a possibilidade de garantir sua continuidade, enquanto os líderes evangélicos forçam o cancelamento definitivo do programa. Pelo que sabemos, mesmo que o programa seja reativado, o curta Eu Não Quero Voltar Sozinho será excluído do catálogo e não mais ficará disponível para que professores o utilizem no debate de questões que envolvem algo tão elementar quanto a sexualidade humana e tão importante quanto a deficiência visual.
De forma arbitrária, em uma república federativa cuja Constituição atesta um Estado laico, a sociedade está sendo privada de promover debates. Como pretendemos que adolescentes consigam respeitar a diversidade e formem-se cidadãos lúcidos, pensantes e ativos se informação, arte e cultura (sem qualquer caráter doutrinário) lhes são negadas?
Eu Não Quero Voltar Sozinho não é um filme proselitista, tampouco ergue bandeiras de nenhuma natureza. É apenas uma obra de ficção amplamente premiada em festivais de cinema no Brasil e no exterior, cujos predicados artísticos e humanos transcendem qualquer crença. Ademais, se assuntos referentes à orientação sexual dos indivíduos e seus respectivos direitos civis está na pauta do Supremo Tribunal de Justiça e do Congresso Nacional, por que não debatê-los em sala de aula? Que combate sombrio é esse, que reacende a memória de um obscurantismo Inquisidor?
Produtores do Eu Não Quero Voltar Sozinho
Daniel Ribeiro e Diana Almeida”
quarta-feira, 1 de junho de 2011
terça-feira, 31 de maio de 2011
GAY TEM DIRETO, MAS TODO MUNDO TEM TAMBÉM
ACRE VOLTARÁ A TER SEU BOM E VELHO HORÁRIO. NÃO GRAÇAS AO SENADOR JORGE VIANA
Apesar da falta de interesse do senador Jorge Viana em reivindicar a efetivação da vontade do povo que quis, por voto, que a hora do Acre voltasse ao que era antes, nesta terça-feira (31) as Comissões de Assuntos Econômicos (CAE), de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) e de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovaram substitutivo do projeto de lei (PLS 91/11) do senador Pedro Taques (PDT-MT) restabelecendo o antigo fuso horário do Acre.
O senador Jorge Viana foi o único que se absteve da votação, alegando que “(a volta do horário) vai trazer atraso, criar dificuldade para os empresários e para quem precisa se comunicar ou fazer negócio com os grandes centros do Brasil.” Ele afirma que “nossa diferença de hora [2 com relação a Brasília], agora, vai trazer transtornos para quem precisa de serviços bancários, para quem gosta de acompanhar a programação das TVs. Vamos voltar a época do vídeo tape, da programação gravada e reproduzida duas horas depois... Vivemos a era da internet, da informação online e alguns políticos oportunistas são os responsáveis por tirar esse direito tecnológico da população.”
Eu fiquei surpreso com o paradoxo apresentado pelo excelentíssimo senador: exatamente por vivemos na “época da internet”, “da informação on line” é que não voltaremos à época do vídeo tape e nem os empresário – classe com a qual ele parece mais se preocupar – deixarão de fazer suas transações. Afinal, hoje, quase tudo se faz pela rede mundial de computadores. Uma prova disso é quando a Oi, operadora de internet do Acre, deixa de oferecer o sinal por motivos quase nunca explicados, ninguém pensa em televisão, as pessoas pensam em comunicação no sentido mais amplo e atual da palavra.
Falar de “direito tecnológico” quando o programa Floresta Digital ainda é uma utopia, quando ainda há escolas no estado sem internet e quando, vez por outra, a capital toda fica “sem rede” é, no mínimo, risível. Por que não há reivindicações sérias para mudar essa situação?
A luta do senador deveria ser para que o povo fosse respeitado em suas decisões e não ficar inventando histórias e misturando situações. A programação não será gravada por causa da mudança de hora, mas por conta da classificação que cada programa recebe para ser exibido em horário adequado.
Voltar ao horário antigo é mais que um direito, é uma questão de honra.
Que bom, não é senador, que temos políticos que, mesmo cheio de defeitos, ainda se conseguem pensar humanamente, acreanamente, diferente do senhor.
terça-feira, 29 de março de 2011
sexta-feira, 18 de março de 2011
RELIGIÃO E HOMOSSEXUALISMO = ÓLEO E ÁGUA
segunda-feira, 14 de março de 2011
R$ 2,50
sexta-feira, 4 de março de 2011
AGRADECIMENTO JUSTO
quinta-feira, 3 de março de 2011
E O MEU HORÁRIO?
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
PROTESTO PARA ISSO TAMBÉM?
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
RAPIDINHAS
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
DEPOIS DE QUASE UM MÊS RECOLHERAM O LIXO, MAS...
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
O LIXO E A DENGUE
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
DENGUE SEM CONTROLE EM RIO BRANCO (AC)









terça-feira, 25 de janeiro de 2011
VOLTEI A POSTAR E DIGO QUE A CULPA NÃO É DA POPULAÇÃO
Recomeço minha "blogância" em 2011 falando sobre algo que vai dar no Jornal Nacional. O repórter Paulo Renato Soares vem a Rio Branco mostrar o quanto assusta a situação dos casos de dengue na capital acreana. Segundo ele, "A cidade é a capital brasileira com o maior índice de infestação do mosquito da dengue. A larva do Aedes aegypti foi encontrada em mais de 6% das residências. O Ministério da Saúde considera aceitável a taxa de 1%", Aqui, de fato, ele vai achar postos de saúde lotados, pessoas reclamando, na fila, das dores e da demora e, alguns da ineficiência do poder público. Me lembro que, há três anos, esse mesmo jornal previu, destancando o que o estado não fazia para previnir, um surto de dengue alarmante no Rio de Janeiro. Um ano depois, aconteceu. Aqui no Acre, a coisa não é tão diferente: também nos últimos três anos, essa doença que mata mesmo, se alastrou pelo estado ligeiramente, sem controle, e fez de Rio Branco um lugar bem perigoso para se viver, um lugar que vê seu povo sendo maltratado por um mosquito. Insinuou-se, há alguns dias, que a responsabilidade por esse avanço da dengue era das pessoas que não limpam seus quintais, não cobrem suas caixas d'água... Não posso negar que isso não aconteça. Aqui em Rio Branco há muita gente desleixada, pouco preocupada com sua saúde e a dos outros, mas a culpa não só do povo, a culpa é do pode público sim. Quanto tempo faz que não vejo o prefeito da capital falando sobre esse assunto? Quanto tempo que não o vejo alertando as pessoas e divulgando as ações da prefeitura para combater o mosquito? Faz tempo! Até o novo governador quando assumiu, assumiu (repito propositalmente o verbo) o comando da situação! Até parece que a prefeitura se rendeu ao caos instaurado na cidade. A prefeitura não se planejou para isso e continua sem fazê-lo. Pediu que as pessoas limpassem seus quintais, recolhessem o lixo e o pusessem na frente de suas casas que este, em pouco tempo, seria recolhido pelos homens que trabalham na limpeza da cidade. Isso faz quase um mês e ninguém apareceu! Na frente da minha casa, o lixo, junto com o barro, começa a permitir o nascimento de capim. Essa mesma cena se repete em várias ruas do bairro. Alguns lugares, que deveriam ser o retrato fiel do cuidado com a limpeza e a saúde, transformaram-se em verdadeiros criadouros do mosquito que transmite a dengue. E a culpa é do povo? Se for, ele merece sofrer com esse mau (perdoem-me o extremismo), mas se não for - e eu creio que não é, ao menos não em sua grande parte - já deveria ter sido socorrido por quem promete muito, divulga muito e pouco faz. Prefeito, acorda! 2012 já está bem aí. Quer mesmo que esse seja o 'fim do mundo' para o seu partido no governo?
sábado, 25 de dezembro de 2010
PARA TERMINAR E COMEÇAR BEM O ANO
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
TEXTOS NOVOS
terça-feira, 9 de novembro de 2010
SOBRE TEXTOS NOVOS, SALÁRIO DO LULA, DA DILMA E ...
Me desculpem por não postar textos meus. É que estou sem tempo pra postar, mas o blog não pode parar e há coisa que, mesmo sendo impublicáveis do ponto de vista ético, têm que ser alardeadas aos quatro ventos. Como essa materiazinha aí de baixo. Leia e segure o estômago.
"O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira que é "justo" e "necessário" o reajuste dos salários do Executivo e do Legislativo.
Lula argumentou que o fim da legislatura é o momento certo de aprovar aumento de salários.
Segundo reportagem publicada hoje na Folha, deputados e senadores já defendem aumentar os próprios salários e, por tabela, reajustar também o da presidente eleita, Dilma Rousseff (PT).
Lula endossa o argumento. Para ilustrar, lembrou de episódio que ocorreu quando foi eleito em 2002, ano em que o Congresso reajustou seus vencimentos e desconsiderou a Presidência da República. Irritado, afirmou que foi vítima de "sacanagem".
"Fizeram uma sacanagem comigo, em 2002. Aprovaram [aumento] só para a Câmara e para o Senado e não aprovaram para o presidente da República. Eu não reclamei", disse o mandatário durante viagem a Moçambique, na África.
Lula contou que no dia 2 de janeiro, logo depois de assumir o mandato, o então presidente do Senado Ramez Tebet (PMDB-MS), já falecido, foi à sua sala dizer que tinha encontrado uma brecha para garantir reajuste.
"Eu respondi: olha, meu filho, pode deixar prá lá porque eu não quero como primeira medida um aumento do presidente. Fique tranquilo. Ganho pouco, mas ganho mais do que ganhava na Vilares [metalúrgica que Lula trabalhou em SP]. Fique tranquilo.""
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
É UM SUCESSO TÁTICA DO MEC PARA DESMORALIZAR ENEM
É de impressionar o zelo e o custo com que o Ministério da Educação exerce a incompetência ao gerir o Enem. Convocada, a rapaziada compareceu a mais uma rodada do exame. Uma parte saiu da prova com uma questão irresolvida. Coisa de múltipla escolha:
Letra A: O MEC faz muito mal todo o bem que faz aos estudantes.
Letra B: O MEC faz muito bem todo o mal que faz aos estudantes.
Letra C: Todas as alternativas alteriores.
A encrenca concentrou-se no sábado (6). A prova trazia questões repetidas. Faltavam-lhe outras questões. Na folha de teste, a sequência de perguntas era uma. No cartão de respostas, outra. Um espanto!
A encrenca ganhou a web. Tornou-se assunto instantâneo das redes sociais. O MEC foi ao incêndio munido de gasolina. A equipe do ministro Fernando Haddad (Educação) pendurou no twitter da pasta uma nota ameaçadora e deseducada:
“Alunos que já ‘dançaram’ no Enem tentam tumultuar com msgs nas redes sociais. Estão sendo monitorados e acompanhados. Inep pode processá-los”.
A fogueira subiu. E o time do Inep desceu ao twitter. Dessa vez, munido de uma seringa de água:
“Acompanhamento do twitter: monitoramento do Inep diz respeito a quem dizia utilizar celular durante a prova, e não aos comentários na rede”.
Em entrevista, o presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), Joaquim José Soares Neto, soou satisfeito. Para ele, o Enem-2010 foi "um sucesso". Como assim? “É um processo complexo e, portanto, passível de falhas. Se houve equívocos, vamos apurá-los”.
O “sucesso” foi tamanho que a OAB aconselhou às felizes vítimas que batam à porta do Ministério Público.
Como parte do êxito, o mandachuva do Inep informou que vai ao ar, na quarta (10), formulário virtual para a requisição de alunos que quiserem reordenar suas respostas.
De resto, o professor Soares Neto disse que pode ser oferecida aos felizardos a oportunidade de uma nova prova, a ser aplicada em dezembro.
No início de 2009, o ministro Haddad anunciara uma bela novidade: o MEC ofereceria à estudantada a oportunidade de prestar dois exames por ano. Com isso, seria reduzida a TPV (Tensão Pré-Vestibular). Era lorota marqueteira. As provas do ENEM foram furtadas, vazadas e adiadas. Em 2010, nada de dois exames. O “sucesso” veio de uma única vez. Meses antes, o Inep já havia cavalgado outro lance esquisito. Descobriu-se que os dados pessoais de 12 milhões de estudantes, que o instituto deveria guardar em segredo, estavam ao alcance de um clique de mouse. Na ocasião, o professor Soares Neto demonstrara o mesmo desapreço à autocrítica: o vazamento "não afeta de forma alguma a credibilidade do Inep".
De fato, nada parece afetar a “credibilidade” do MEC. Ali, a incompetência é exercida, por vezes, com a máxima competência.